quarta-feira, 29 de abril de 2020

Cattleya Intermedia rosa e rubra

Depois de quase 4 anos sem atualizar este blog, aqui estamos outra vez para registrar as florações das orquídeas da Pachamama.

Este lindo e jovem indivíduo é uma Cattleya Intermedia rosa e rubra que nos foi presenteada há cerca de 2 anos pela amiga Giselia Reis no Rio de Janeiro.

Em fevereiro de 2020 ela ofereceu esta linda floração pela primeira vez desde que chegou para viver na nossa casa.

As folhas são lanceoladas e medem cerca de 15 cms de comprimento, com um tom verde escuro e muito sadias.

A flor rosada é única, com um diâmetro de cerca de 10 cms, e apresenta notas rubras nas pontas das pétalas e do lábelo.

O perfume é absolutamente maravilhoso.

Ela sustentou esta floração até o começo de abril deste ano.

Uma delicadeza!

domingo, 9 de outubro de 2016

Zygopetalum Macayi

Esta belezura é um Zygopetalum Macayi.

Este gênero foi proposto por Hooker em 1827.

Ele é um gênero proveniente de altitudes médias da América do Sul, nativa de Mata Atlântica, podendo ser epífitas ou terrícolas. 

Os pseudobulbos são ovóides e pequenos. 

As folhas são verde claras, multinervuradas longitudinalmente, lustrosas, alongadas, pouco espessas e herbáceas.
 
A inflorescência é racemosa, longa e ereta brotando da base do pseudobulbo e desta vez ela ofereceu 5 flores de cerca de 6 cms de diâmetro cada. 

As flores são muito duráveis e suavemente perfumadas. 

O labelo tem um aspecto aveludado no cor violeta.

As sépalas são esverdeadas e maculadas de marrom.

Este é um destes indivíduos que ganhamos sem flores e não soubemos de que se tratava até que em outubro de 2016, após quase um ano conosco, ele floresceu.

Uma grata surpresa e uma alegria.


Cattleya gaskelliana var. vinicolor

Esta linda Cattleya é uma gaskelliana var. vinicolor.

Comprei do colecionador Sergio Baltar em setembro de 2016.

A planta  chegou com uma espata que foresceu um mês depois oferecendo esta linda flor.

A planta é monofoliada com folhas oblongas de cerca de 18 cms de comprimento em um tom verde escuro.

A flor tem as sépalas brancas quase esverdeadas e o labelo é em um tom vinho.

Desta vez ela ofereceu uma única flor com cerca de 12 cms de diâmetro.

Muito elegante e com um aroma bastante delicado.

As cattleyas gaskellianas são orquídeas epífitas que florescem na primavera com poucas flores.

Elas foram descritas por B.S. Williams em 1885.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Dendrobium nobile rubra e amarela

Esta é mais uma das variedades de coloração da Dedrobium Nobile, rubra com amarelo.

Ela está na Pachamama desde julho de 2014, quando floresceu abundantemente.

Não tenho memória sobre como ela chegou aqui.

Em setembro de 2015 ela voltou a florescer bem, com muitas flores, no interior do orquidário.

Em 2016 a floração foi bem menos abundante, apresentando apenas dois racemos com 6 flores em um deles e 2 flores no outro.

Os pseudo-bulbos estão com cerca de 25 cms de comprimento e as folhas também não foram muitas em 2016.

As flores têm um tom rosa fucsia e o interior do labelo é bem amarelo, diferindo do Dedrobium Nobile Red Emperor "Prince" apenas pela ausencia dos óculos marrom avermelhado no interior do labelo.








quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Laeliocattleya Brazing Treat x Laeliocattleya Luminosa

Este indivíduo espetacular é um híbrido de Laeliocattleya Brazing Treat x Laeliocattleya Luminosa.

Comprei esta planta do colecionador Sergio Baltar em setembro de 2016.

O vaso apresentava uma floração abundante com 3 racemos com cerca de 6 flores em cada um deles.

A planta é bifoliada, com folhas oblongas de cerca de 15 cms de comprimento em um tom verde médio.

Os pseudo-bulbos são ovais com cerca de 10 cms de comprimento.

As flores são de um vermelho encarnado muito atraente, com sépalas e labelo da mesma tonalidade.

Elas têm cerca de 10 cms de diâmetro.

Uma espécie muito bonita, porém sem um perfume muito inteso.



Cattleya Walkerinter


Este lindo híbrido é uma Cattleya Walkerinter, resultado da hidridação da Cattleya var. Flamea com Cattleya Walkeriana.

Comprei esta muda do colecionador Sergio Baltar em setembro de 2016 e a planta já apresentava uma floração com duas flores.

 As folhas são oblongas de coloração verde médio, com cerca de 20 cms de comprimento, bifoliada.

Os pseudo-bulbos são alongados e recobertos por uma membrana branca.

As flores são bem montadas, com as sépalas brancas e o labelo em formato que lembra as Cattleyas Guttatas, de coloração fucsia.

As flores têm cerca de 12 cms de diâmetro e não apresentam um aroma muito marcado.

Um indivíduo muito elegante.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cattleya labiata amarela com labelo coeruleo

Esta beleza é uma Cattleya labiata amarela com labelo coeruleo.

Esta certamente é um híbrido, mas eu não saberia dizer exatamente qual as Cattleyas (ou até mesmo Laelias) que entraram nesta hibridação. 

Cattleya labiata é uma espécie que floresce no final do verão.  Ela foi classificada por Lindley em 1821. A espécie tipo ocorre predominantemente no nordeste brasileiro, sendo endêmica dos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba e sem a confirmação em Alagoas.

Ela participa da maior parte dos cruzamentos de hibridização existente em Cattleya por ser de ótima armação e muito bom perfume.

Comprei do colecionador Sergio Baltar em março de 2016 já com esta floração.

As folhas são oblongas com cerca de 15 cms de comprimento.

Esta floração apresentou apenas uma flor de cerca de 15 cms de diâmetro.

A muda resistiu bem ao processo de aclimatação na Pachamama.

domingo, 25 de setembro de 2016

Scaphyglottis violácea

Esta mimosura é uma Scaphyglottis violácea.

Ela é uma mini orquídea nativa que habita matas desde a Costa Rica até o Brasil Central.

Ela foi descrita pela primeira vez por Lindley em 1839.

A espécie é epífita e a sua característica é que os pseudo-bulbos alongados nascem uns sobre outros.

As folhas desta espécie são lanceoladas com cerca de 10 cms de comprimento.

As flores nascem no topo dos pseudo-bulbos, em racemos de até uns 10 cms de altura, com cerca de 5 flores em cada um deles.

As flores parecem dobrar-se sobre si mesmas e tem um tom lilás muito suave. Os labelos são estriados em um tom fucsia e as flores têm cerca de 1.5 cm de diâmetro.

Comprei do colecionador Sergio Baltar em setembro de 2016.

É uma beleza de pequena orquídea que alegra o ambiente.

Espero que ela se aclimate bem por aqui.


Scaphyglottis violácea, Curtin, 1844.

sábado, 12 de março de 2016

Cattleya híbrida bowringiana com guttata

Esta beleza de híbrido foi conseguida com o cruzamento da Cattleya bowringiana com a Cattleya guttata.

A Catlleya bowringiana é nativa da floras da Guatemala, Panamá, Colômbia e Honduras e a Guttata é da flora nativa brasileira.

As Cattleyas bowringiana e Guttata são espécies rupícolas ou epífitas.

Este indivíduo chegou na Pachamama pela mãos de um colecionador da região.

A planta é bifoliada, com folhas verde claro, de cerca de 15 cms de comprimento.

As flores nasce em racemos que, desta vez,estavam com cinco flores cada.

A cor é rosa, com pétalas e labelo púrpura. Muito lindas!

Elas têm cerca de 7 cms de diâmetro e se apresentam invertidas, como se fossem Catasetuns.

Muito curioso!




domingo, 1 de novembro de 2015

Bifrenaria harrisoniae Rchb. f. branca com labelo rosa

Esta é uma Bifrenaria harrisoniae Rchb. f. branca com labelo rosa.

Mais um destes presentes que os pássaros depositam nas árvores da Pachamama.

Esta é uma orquídea nativa da Mata Atlântica sobre a qual não temos notícias sobre a data da chegada à Pachamama.

Desta vez apresentou uma única flor de cerca de cinco cms de diâmetro.

Floresceu em outubro de 2015 exatamente na mesma época da Bifrenaria harrisoniae Rchb. f. amarela com labelo estriado.

Esta é uma orquídea de colecionadores.


Bifrenaria harrisoniae Rchb. f. amarela com labelo estriado

Esta é uma Bifrenaria harrisoniae Rchb. f. amarela com lábelo estriado.

Das 30 espécie conhecidas da Bifrenária, que habitam desde a América Central até a América do Sul, 16 são consideradas nativas de Mata Atlântica.

É o caso deste indivíduo, que se apresenta como nativo desde a Bahia até o Rio Grande do Sul.

Dificilmente encontram-se estas em floriculturas, pois por elas se interessam mesmo só os colecionadores.

Não tenho notícia de como ela chegou por aqui, mas creio que tenha sido por ação dos pássaros, pois a encontramos em um tronco de um abacateiro há muitos anos.

Ela pode ser epífita ou rupícola.

Pertence ao grupo das Bifrenarias grandes, as quais nunca foram classificadas nos gêneros Adipe ou Stenocoryne.


Por sua ampla dispersão e diversas populações isoladas existentes, trata-se de espécie extremamente variável com múltiplos sinônimos e variedades de cor, forma, e comprimento da inflorescência.

Em outubro de 2015 ela floresceu com esta única flor de cerca de 5 cms de diâmetro.

As folhas são verdes e alongadas, com mais de 20 cms de comprimento e lembram as folhas das Coelogynes.

O lábelo é todo estriado com marrom e possui uma pelugem em toda a sua extensão.

Muito graciosa.



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Laelia cinnabarina

Este indivíduo é uma Laelia cinnabarina.

Ela foi descrita como tal por Bateman em 1847.

A Laelia cinnabarina é proveniente da flora da Mata Atlântica brasileira e nativa dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Este é um gênero litófito (cresce em pedras) em matas localizadas entre 800 e 1500 metros acima do nível do mar.

Os pseudobulbos são cilíndricos de cerca de 15 cms de comprimento e envolvidos por uma fibra esbranquiçada, de onde parte uma ou mesmo duas folhas lanceoladas de cerca de 20 cms de comprimento.

Floresce ao final do inverno e na entrada da primavera.

A inflorescência se dá em racemos de cerca de 10 cms de altura, com muitas flores (até umas 15 por racemo) de cerca de seis cms de diâmetro cada uma.

A floração é duradoura.

Comprei em setembro de 2015 de um revendedor do Orquidário Binot, muito conhecido e conceituado aqui em Petrópolis.

São seus sinônimos: Amalia cinnabarina (Bateman ex Lindl.) Heynh. 1846; Amalia cinnabarina [Batem. ex Lindl.] Hoffmansegg 1842; Bletia cinnabarina [Batem. ex Lindl.] Rchb.f 1861; Bletia cinnabarina var sellowii Rchb.f 1863; Bletia cinnamomea (Rchb.f.) Rchb.f. 1862 ; Cattleya cinnabarina [Batem. ex Lindl.] Beer 1854; Cattleya cinnabarina (Bateman ex Lindl.) Van den Berg 2008; Hoffmannseggella cinnabarina (Bateman) H.G. Jones 1968; Laelia cinnabarina var. sellowii (Rchb.f.) Cogn. 1901; Laelia cinnamomea Rchb.f. 1860, e Sophronitis cinnabarina (Bateman ex Lindl.) C. Berg & M.W. Chase 2000.







Laelia kautskyi

Esta é uma Laelia kautskyi.

Este é um indivíduo da flora do Espírito Santo, Brasil, que cresce na Mata Atlântica entre 600 e 1000 metros de altitude acima do nível do mar.

Ela é uma orquídea média, litófita (que cresce sobre pedras) que se desenvolve bem em climas de quentes a temperados.

A Laelia kautskyi tem pseudobulbos finos e roliços de cerca de quinze  centímetros de comprimento, sustentando uma única folha lanceolada linear de cerca de trinta centímetros.

A inflorescência se dá em racemos suberetos e curtos de três a doze flores.


A flor tem cerca de cinco cms de diâmetro e neste caso ela é de cor laranja, pois há variações que tendem ao amarelo.

O labelo é totalmente truncado, com lóbulo central encrespado.

Floresceu normalmente na primavera.

Chegou na Pachamama no inverno de 2015 pelas mãos do colecionador Sérgio Baltar.

Muito linda! 

São seus sinônimos: Cattleya neokautskyi Van den Berg 2008; Dungsia kautskyi (Pabst) Chiron & V.P. Castro 2002; Hoffmannseggella kautskyi (Pabst) H.G. Jones 1972; Laelia kautskyi Pabst 1970; Laelia kautskyana Pabst 1974 ; Sophronitis kautskyi (Pabst) C. Berg & M.W. Chase 2000.


















Gomesa planifolia (Lindl.) Klotzsch ex Rchb.f.

Esta é uma Gomesa planifolia (Lindl.) Klotzsch ex Rchb.f. [as Gomesa recurva Lodd.] 

Ela é nativa da flora da Mata Atlântica brasileira e ocorre quase que exclusivamente no Brasil.
O nome deste gênero, foi dado em homenagem a Bernardino António Gomes, um médico e botânico português.
 
Este indivíduo é membro do gênero das Gomesas, sendo delicado, com inflorescência racemosa multiflora, com flores de cerca de 1 cm de diâmetro na cor amarelo gema, com o labelo pintado de laranja e com um calo.

A maioria das Gomesas e muito semelhante umas com outras, somente diferenciadas pela estrutura floral, e mesmo por essas algumas vezes com grande dificuldade.

Os pseudobulbos são bifoliados, de perfil oblongo, lateralmente achatados, guarnecidos por baínhas foliares na base. 

As folhas são herbáceas, oblongo-lanceoladas de cor verde escuro com cerca de 12 cms de comprimento.

Ela apareceu na Pachamama em um pé de romã há aproximadamente uns cinco anos atrás, possivelmente trazida por passarinhos ou pelas abelhas da região.

Muito delicada, ela floresceu no inverno de 2015, em julho, e as quase 20 flores colocadas em apenas um racemo duraram cerca de 40 dias no interior da casa.

Muito mimosa!



















File:Gomesa planifolia (as Rodriguezia planifolia) - Curtis' 63 (N.S. 10) pl. 3504 (1836).jpg 

Ilustração : Curtis's Botanical Magazine vol. 63 (N.S. 10) pl. 3504. Disponível em: http://botanicus.org/page/466271

domingo, 27 de setembro de 2015

Dendrobium Stardust "Chyomi" White Swan

 Esta é uma terceira variedade da Dendrobium Stardust "Chyomi" chamada White Swan (por sua cor branca).

Vale a pena comparar com as outras duas cores que também estão postadas neste blog.

Comprei de um orquidário paulista em setembro de 2015.

A muda chegou com muita saúde e espero que se aclimate bem por aqui.




Dendrobium Stardust "Chyomi" Rainbow Dance


Esta é uma variação do Dendrobium chamada Stardust "Chyomi" Rainbow Dance (pela sua cor rosa lilacina).

Comprei esta muda em setembro de 2015 para ampliar o espectro de cores da coleção de Dendrobiuns da Pachamama.

Para os curiosos, vale a pena comparar com a Barkeria lindleyana para constatar como as vezes as orquídeas podem ser parecidas.

Também é legal comparar com as outras duas cores desta mesma Dendrobium que estão postadas neste blog.

Muito linda!

 Em 2016 ela voltou a florescer em setembro.

Como este foi um ano bem difícil para elas, desta vez ela conseguiu oferecer apenas duas flores, mas elas estavam bem sadias, bem formadas e duraram bastante.

Valeu o esforço! Ano que vem será melhor!

Encyclia patens

 Este indivíduo é uma Encyclia patens.

O nome patens vem do latim e e quer dizer "aberto". Já o nome do gênero tem origem no grego enkyklía (feminino para o adjetivo enkykleo= circular), sendo referência ao fato de que “o labelo cerca a coluna”.

O gênero foi publicado em 1828 por Hooker, tendo como espécie-tipo Encyclia viridiflora Hook e, dois anos depois, em 1830, o próprio Hooker publicava a descrição de Encyclia patens.

Na década de 1850, John Lindley transferiu para o gênero Epidendrum as espécies de Encyclia até então descritas, situação que somente se alteraria em 1914, quando Schlechter revalidou o gênero Encyclia.

Esta é uma vigorosa espécie de orquídea epífita com os pseudobulbos ovóide-alongados, de dez centímetros de altura, com folhas estreitas e lanceoladas de até oitenta centímetros de comprimento.

Ocorre na Mata Atlântica das regiões Sul e Sudeste do Brasil, a média altura de troncos e galhos.

Seus racemos de flores são ramificados e chegam a ter até um metro de altura, portando dezenas de flores cada um deles.


A flor tem cerca de dois centímetros de diâmetro com pétalas e sépalas oblongo-espatuladas de cor esverdeada.

O labelo é trilobado amarelado levemente salpicado de marrom avermelhado. Seus lóbulos laterais são alongados, obtusos e menores que o lóbulo central.

As flores tem delicado perfume durante o dia.

Floresce na primavera.

Comprei no Orquidário Itaipava Garden em setembro de 2015.

A planta apresentava uma floração com um racemo de mais de 70 cms de altura e 27 flores de cerca de três cms de diâmetro, cujas bordas de pétalas e sépalas tem uma nota de ocre.

Muito delicada e elegante!

Encyclia patens - Curtis' 57 (NS 4) pl. 3013 (1830).jpg



São seus sinônimos: Epidendrum odoratissimum Lindl (1831); Sulpitia odorata Raf. (1838); Epidendrum glutinosum Scheidw. (1843); Epidendrum odoratissimum var. crispum Regel (1856); Encyclia odoratissima (Lindl.) Schltr (1914), e Epidendrum oncidioides var. itabirae W. Zimm. (1934).